{"id":129,"date":"2020-11-17T22:13:18","date_gmt":"2020-11-18T01:13:18","guid":{"rendered":"http:\/\/psicologacamilamazzanti.com.br\/site\/?p=129"},"modified":"2020-11-17T22:13:18","modified_gmt":"2020-11-18T01:13:18","slug":"ciume","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psicologacamilamazzanti.com.br\/site\/?p=129","title":{"rendered":"Ci\u00fame"},"content":{"rendered":"<p>O ci\u00fame, considerado um fen\u00f4meno universal, \u00e9 um tema antigo e recorrente nos discursos sobre relacionamentos humanos.<\/p>\n<p>As cren\u00e7as que cada um tem a respeito do ci\u00fame influenciam suas experi\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o a ele, \u00e9 por isso que algumas pessoas acreditam que ter ci\u00fames \u00e9 demonstra\u00e7\u00e3o de amor e outras se sentem invadidas em sua privacidade.<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o dessa afirma\u00e7\u00e3o pode ser exemplificada tamb\u00e9m em dimens\u00f5es culturais, como por exemplo, para o povo norte americano, (fortemente influenciado pela postura liberal, de n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o nos assuntos alheios e engajado na prote\u00e7\u00e3o dos direitos individuais) o ci\u00fame \u00e9 um defeito, uma vergonha e deve ser eliminado. J\u00e1 o povo latino, com toda a sua passionalidade, entende o ci\u00fame como demonstra\u00e7\u00e3o de amor, cuidado e zelo.<\/p>\n<p>O ci\u00fames \u00e9 sempre relacionado ao sentimento de posse e envolve uma triangula\u00e7\u00e3o (pessoa ciumenta que tem ci\u00fames de fulano A com fulano B).O ciumento sofre em demasiado e faz sofrer a pessoa que lhe provoca o ci\u00fame, pois est\u00e1 em constante busca de evid\u00eancias e confiss\u00f5es que confirmem as suspeitas da infidelidade do parceiro, mas ainda que a honestidade seja confirmada e reafirmada diversas vezes pelo companheiro, essa inquisi\u00e7\u00e3o permanente se retroalimenta e ainda traz ainda mais d\u00favidas ao inv\u00e9s de paz.<\/p>\n<p>Ou seja, a confiss\u00e3o do companheiro nunca \u00e9 suficiente pois o ci\u00fame \u00e9 uma express\u00e3o de depend\u00eancia, inseguran\u00e7a e medo da perda. Quanto mais baixa a auto estima, mais drasticamente o ciumento sofre.<\/p>\n<p>Nos relacionamentos contempor\u00e2neos monog\u00e2micos a confian\u00e7a possui um papel chave de \u201cprote\u00e7\u00e3o\u201d da rela\u00e7\u00e3o. Confiando, voc\u00ea sabe que n\u00e3o perder\u00e1 aquela pessoa, portanto n\u00e3o sente ci\u00fame. Sem esse sentimento, o indiv\u00edduo se sente vulner\u00e1vel diante do cotidiano (pois existe a constante amea\u00e7a de perda).<\/p>\n<p>De acordo com Baumann \u00a0o descarte da rela\u00e7\u00e3o, em busca de outra que d\u00ea mais satisfa\u00e7\u00e3o, prazer e menos esfor\u00e7o \u00e9 uma possibilidade cada vez maior entre os casais, pois as rela\u00e7\u00f5es refletem uma l\u00f3gica de consumista de mercado no qual sempre existe um \u201cproduto\u201d mais atrativo que o atual. A constru\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a, elemento essencial para a manuten\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es, exige: compromisso m\u00fatuo, dedica\u00e7\u00e3o e sa\u00fade psicol\u00f3gica de ambos os parceiros e nem todos est\u00e3o dispostos a pagar esse pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Essa \u201camea\u00e7a\u201d de perda da outra parte integrante do relacionamento pode ser real, mas em grande parte das vezes \u00e9 advinda do imagin\u00e1rio do ciumento.<\/p>\n<p><em>\u201cA pessoa ciumenta \u00e9 uma meticulosa pensadora no sentido de ruminar pequenos detalhes, de reparar nas menores inflex\u00f5es no tom da voz ou mesmo de atentar a palavras que indiquem atos falhos para o parceiro e, dessa maneira, fica armada e pronta a conjectura. Assim quanto mais ci\u00fame mais m\u00e9todo, mais rigor, mais engenhosa a reflex\u00e3o\u201d (ALMEIDA, 2008)<\/em><\/p>\n<p>Portanto antes de esbravejar ci\u00fame, reflita: como anda a sua auto estima?\u00a0 Como anda a confian\u00e7a nesse relacionamento? Pois agora voc\u00ea sabe que sem essas duas, a rela\u00e7\u00e3o se torna insustent\u00e1vel.<\/p>\n\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/p>\n\n<p>Baroncelli, Lauane, AMOR E CI\u00daME NA CONTEMPORANEIDADE: REFLEX\u00d5ES PSICOSSOCIOL\u00d3GICAS. Psicologia &amp; Sociedade [en linea] 2011, 23 (Enero-Abril) : [Fecha de consulta: 2 de abril de 2019] Disponible en:<a href=\"https:\/\/www.redalyc.org\/articulo.oa\"><strong>&lt;http:\/\/www.redalyc.org\/articulo.oa?id=309326567009&gt; <\/strong><\/a>ISSN 0102-7182<\/p>\n\n<p>de Almeida, Thiago, Beal Rodrigues, K\u00e1tia Regina, da Silva, Ailton Am\u00e9lio, O ci\u00fame rom\u00e2ntico e os relacionamentos amorosos heterossexuais contempor\u00e2neos. Estudos de Psicologia [en linea] 2008, 13 (janeiro-abril) : [Fecha de consulta: 2 de abril de 2019] Disponible en:<a href=\"https:\/\/www.redalyc.org\/articulo.oa\"><strong>&lt;http:\/\/www.redalyc.org\/articulo.oa?id=26113110&gt; <\/strong><\/a>ISSN 1413-294X<\/p>\n\n<p>SANTOS, Eduardo Ferreira. <strong>Ci\u00fame: <\/strong>O medo da perda. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Claridade, 2011. 256 p.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ci\u00fame, considerado um fen\u00f4meno universal, \u00e9 um tema antigo e recorrente nos discursos sobre relacionamentos humanos. 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