{"id":189,"date":"2022-07-02T15:57:09","date_gmt":"2022-07-02T18:57:09","guid":{"rendered":"http:\/\/psicologacamilamazzanti.com.br\/site\/?p=189"},"modified":"2022-07-02T16:07:26","modified_gmt":"2022-07-02T19:07:26","slug":"o-feminino-nos-contos-de-fada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psicologacamilamazzanti.com.br\/site\/?p=189","title":{"rendered":"O feminino nos contos de fada"},"content":{"rendered":"<p>Por Camila Mazzanti<\/p>\n<p>J\u00e1 falamos sobre <a href=\"http:\/\/psicologacamilamazzanti.com.br\/site\/?p=182\">o mito<\/a>, sobre a<a href=\"http:\/\/psicologacamilamazzanti.com.br\/site\/?p=185\"> jornada do her\u00f3i<\/a> e agora adentramos um pouco mais a fundo em nosso estudo, analisando os aspectos do feminino dentro dos contos de fada e narrativas contempor\u00e2neas em geral.<\/p>\n<p>Jung abordou aspectos ps\u00edquicos do masculino e feminino ao falar de animus e anima. S\u00e3o estruturas da psique objetiva que assumem a imagem do sexo oposto do indiv\u00edduo, exemplo, dentro da psique de um homem existe a anima, pois ele j\u00e1 \u00e9 o animus, e vice e versa. A anima, alimentada pelo arqu\u00e9tipo geral da grande m\u00e3e e tamb\u00e9m por experi\u00eancias pessoais do indiv\u00edduo, personifica todas as tend\u00eancias psicol\u00f3gicas femininas do homem.<\/p>\n<p>O arqu\u00e9tipo geral da grande m\u00e3e \u00e9 refer\u00eancia para figuras de feminino simbolizando o eterno ventre, fertilidade, abund\u00e2ncia, entidade\u00a0<em>protetora e alimentadora de toda forma de vida, inclusive do homem, a Grande M\u00e3e reina sobre o mundo animal e comanda o crescimento vegetativo, \u201cum mundo de cont\u00ednuas transforma\u00e7\u00f5es \u2013 um mundo primordial com infinitos ciclos de nascimento e morte.<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 interessante pensar na progress\u00e3o hist\u00f3rica das princesas da Disney e na forma em como cada uma delas representa o feminino cultural de sua \u00e9poca, demonstrando que esse conceito est\u00e1 em constante evolu\u00e7\u00e3o. Se analisarmos os filmes Branca de Neve, Cinderella e Bela Adormecida em contraponto com Mulan, Valente e Frozen, vemos que inicialmente as princesas representavam figuras de um feminino dependente, fr\u00e1gil e ing\u00eanuo, enquanto as princesas contempor\u00e2neas s\u00e3o ex\u00edmias hero\u00ednas ao inv\u00e9s de serem salvas, salvam a todos.<\/p>\n<p>As princesas de \u00e9pocas mais antigas refletem em demasia o arqu\u00e9tipo da donzela, simbolizado por beleza, delicadeza e passividade, que era a concep\u00e7\u00e3o que se tinha de feminino na \u00e9poca. Progressivamente as princesas posteriores foram se apropriando de outros arqu\u00e9tipos, como o do andarilho(a), da guerreira e principalmente do her\u00f3i\/hero\u00edna, o que concebeu \u00e0s novas princesas caracter\u00edsticas mais ativas e independentes em suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Paralelamente a isso, no mundo real,\u00a0 mulheres batalham para se apropriar de espa\u00e7os que antes n\u00e3o lhes eram permitidos, reorganizando as formas de organiza\u00e7\u00e3o social e naturalmente esse movimento foi passado aos contos, que sempre refletem aspectos do inconsciente coletivo, a biblioteca das experi\u00eancias humanas.<\/p>\n<p>O feminino, arquetipicamente, representa a capacidade de amar, sensibilidade \u00e0 natureza, intui\u00e7\u00f5es prof\u00e9ticas, facilidade de acesso ao inconsciente, criatividade, humores e sentimentos inst\u00e1veis, pois \u00e9 ligado ao lado da vida que n\u00e3o pode ser racionalizado. Esse feminino \u00e9 perfeitamente representado na Jornada de Moana, a mais nova princesa da Disney, que t\u00eam a\u00e7\u00f5es extremamente intuitivas em toda a sua jornada, t\u00eam facilidade para entrar em contato com o inconsciente (simbolizado pela \u00e1gua) e tamb\u00e9m com o inconsciente coletivo (representado pelos ancestrais).<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/p>\n<p>LOPES, Karine Elisa Luchtemberg dos Santos.\u00a0<strong>AN\u00c1LISE DA EVOLU\u00c7\u00c3O DO ESTERE\u00d3TIPO DAS PRINCESAS DISNEY.<\/strong>2015. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/repositorio.uniceub.br\/jspui\/handle\/235\/7620&gt;. Acesso em: 04 jul. 2019.<\/p>\n<p>A Maspoli de Ara\u00fajo Gomes &amp; V Ponstinnicoff De Almeida (2007): \u201cO Mito de Lilith e a Integra\u00e7\u00e3o do Feminino na Sociedade Contempor\u00e2nea\u201d. \u00c2ncora. Revista Digital de Estudos em Religi\u00e2o, (2).<\/p>\n<p>JUNG, Carl Gustav.\u00a0<strong>O homem e seus S\u00edmbolos.\u00a0<\/strong>3. ed. Rio de Janeiro: Harper Collins, 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Camila Mazzanti J\u00e1 falamos sobre o mito, sobre a jornada do her\u00f3i e agora adentramos um pouco mais a fundo em nosso estudo, analisando os aspectos do feminino dentro dos contos de fada e narrativas contempor\u00e2neas em geral. Jung abordou aspectos ps\u00edquicos do masculino e feminino ao falar de animus e anima. 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