{"id":234,"date":"2022-07-02T16:50:20","date_gmt":"2022-07-02T19:50:20","guid":{"rendered":"http:\/\/psicologacamilamazzanti.com.br\/site\/?p=234"},"modified":"2022-07-02T16:50:20","modified_gmt":"2022-07-02T19:50:20","slug":"inteligencia-emocional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psicologacamilamazzanti.com.br\/site\/?p=234","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia Emocional"},"content":{"rendered":"<p>Por Camila Mazzanti<\/p>\n<p>A partir do s\u00e9culo XIX, a intelig\u00eancia foi um tema que atraiu a aten\u00e7\u00e3o de diversos autores. Atualmente, o que se t\u00eam de material sobre a intelig\u00eancia \u00e9 produto do pensamento, trabalho e investiga\u00e7\u00f5es de centenas de pesquisadores ao longo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Francis Galton, por exemplo, entendia a intelig\u00eancia como o reflexo de habilidades sensoriais e perceptivas transmitidas geneticamente. Seu m\u00e9todo de medi\u00e7\u00e3o eram testes baseados em habilidades mentais simples (como tempos de rea\u00e7\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o sensorial e associa\u00e7\u00e3o de palavras). Contudo, estudos posteriores demonstraram que escalas baseadas em habilidades simples n\u00e3o constitu\u00edam preditoras de sucesso acad\u00eamico, al\u00e9m de n\u00e3o serem adequadas para medir a intelig\u00eancia<\/p>\n<p>Existem duas correntes te\u00f3ricas que buscam conceituar a intelig\u00eancia. H\u00e1 autores que a definiram como uma capacidade geral de compreens\u00e3o e racioc\u00ednio, enquanto outros a descreveram como envolvendo diversas capacidades mentais relativamente independentes umas das outras. Segundo o racioc\u00ednio de que a intelig\u00eancia envolveria diversas capacidades mentais que surge a \u201cintelig\u00eancia emocional\u201d.<\/p>\n<p>O conceito de Intelig\u00eancia Emocional (IE) pode ser definido como a capacidade de processar informa\u00e7\u00f5es emocionais de forma acurada e eficiente a partir de processos mentais de reconhecimento e regula\u00e7\u00e3o e uso adaptativo das emo\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e alheias. Essa compreens\u00e3o da IE ser uma capacidade de processar informa\u00e7\u00f5es \u00e9 o elemento mais importante que a faz equivaler a um tipo de intelig\u00eancia, mas a diferen\u00e7a com as demais capacidades reside no raciocinar sobre as emo\u00e7\u00f5es e na utiliza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es emocionais para auxiliar no pensar e no tomar decis\u00f5es. Sendo assim, IE pode ser considerada, um tipo, uma capacidade da intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>A IE foi definida academicamente pela primeira vez por Salovey e Mayer (1990), como uma subforma de Intelig\u00eancia Social que abrangeria a habilidade de monitorar as emo\u00e7\u00f5es e sentimentos pr\u00f3prios e dos outros, discrimin\u00e1-los e utilizar essas informa\u00e7\u00f5es para orientar pensamentos e a\u00e7\u00f5es. O termo tornou-se conhecido atrav\u00e9s do livro \u201cintelig\u00eancia emocional\u201d escrito por Goleman (1995), popularizando-se em institui\u00e7\u00f5es de ensino e principalmente em ambientes corporativos. Apesar de promissora a possibilidade de ampliar conhecimentos sobre gerenciamento de emo\u00e7\u00f5es, o interesse pelo tema teve a ver, em grande parte, com a competitividade da sociedade atual, como uma alternativa para aumentar o potencial de empregabilidade.<\/p>\n<p>O processamento de informa\u00e7\u00f5es emocionais foi explicado atrav\u00e9s de um modelo de quatro n\u00edveis: (a) percep\u00e7\u00e3o acurada das emo\u00e7\u00f5es; (b) uso da emo\u00e7\u00e3o para facilitar pensamento, resolu\u00e7\u00e3o de problemas e criatividade; (c) compreens\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es; e (d) controle de emo\u00e7\u00f5es para crescimento pessoal Segundo os autores, a Percep\u00e7\u00e3o Emocional (PE) constituiria a mais b\u00e1sica das habilidades da IE, a qual refletiria a aptid\u00e3o para reconhecer distintas emo\u00e7\u00f5es em si e nos outros de maneira acurada, al\u00e9m da capacidade de express\u00e1las nas situa\u00e7\u00f5es sociais. A PE poderia estar associada a um sentimento de compet\u00eancia para lidar com diferentes situa\u00e7\u00f5es e pessoas, na medida em que o componente emocional poderia agir como um importante recurso de informa\u00e7\u00e3o. A Emo\u00e7\u00e3o como Facilitadora do Pensamento refere-se \u00e0 capacidade de o pensamento gerar emo\u00e7\u00f5es, bem como a possibilidade das mesmas influenciarem o processo cognitivo. Emo\u00e7\u00f5es poderiam influenciar processos de pensamento por meio da promo\u00e7\u00e3o de distintas estrat\u00e9gias de processamento da informa\u00e7\u00e3o. Pessoas h\u00e1beis em integrar suas emo\u00e7\u00f5es com a cogni\u00e7\u00e3o, tenderiam a utilizar emo\u00e7\u00f5es positivas para desenvolver criatividade e processar a informa\u00e7\u00e3o de forma integrada. Al\u00e9m disso, estas pessoas necessitariam de menor esfor\u00e7o cognitivo no processamento de informa\u00e7\u00e3o e na resolu\u00e7\u00e3o de problemas de ordem emocional.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/p>\n<p>Roberts R, Flores-Mendoza C, Nascimento E. Emotional intelligence: a scientific construct? . Paid\u00e9ia [Internet]. 1Jan.2002 [cited 20Jan.2020];12(23):77-2. Available from: https:\/\/www.revistas.usp.br\/paideia\/article\/view\/6135.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Camila Mazzanti A partir do s\u00e9culo XIX, a intelig\u00eancia foi um tema que atraiu a aten\u00e7\u00e3o de diversos autores. Atualmente, o que se t\u00eam de material sobre a intelig\u00eancia \u00e9 produto do pensamento, trabalho e investiga\u00e7\u00f5es de centenas de pesquisadores ao longo da hist\u00f3ria. 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